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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pará quer aumentar a produção de açaí

Estado é o maior produtor de açaí, com um  milhão de toneladas do fruto no ano de 2015Estado é o maior produtor de açaí, com um milhão de toneladas do fruto no ano de 2015
Ampliar a produção do açaí em 360 mil toneladas nos próximos quatros anos. De um lado, com o uso da técnca de irrigação em novos 10 mil hectares em terra e por outro, com o manejo e o enriquecimento de 40 mil hectares em área de várzea nas regiões do Marajó e do Baixo Tocantins, já, atualmente, as principais produtoras do fruto no Estado. Com as duas iniciativas, o Pará aumentará em um 1/3 a oferta atual de açaí, o que ajudará a regular o mercado interno e, claro, gerar excedente para a exportação. Em síntese, esse é o Programa Pró-Açaí, lançado ontem, pela manhã, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em Belém, em parceria com a Empraba Amazônia Oriental, Ideflor e Emater Pará. Presentes à solenidade, o senador Flexa Ribiero (PSDB Pará) e o titular da Sedap, Hildegardo Nunes, prometeram envidar esforços conjuntos para garantir competitividade aos produtores paraenses, pois Estados como Minas Gerais e Bahia começam a despontar na produção do fruto.
"Nós ainda temos no açaí um processo de comercialização muito perverso quando se olha a base. Você tem um sistema de encadeamento de atravessadores no processo, que o preço pago ao produtor, muitas vezes, fica distante do preço que se trabalha na ponta'', afirmou Hildegardo. Ele observou que é necessário que o programa trabalhe também com a organização dos produtores, sobretudo os pequenos, que, em geral, produzem por meio de grupos familiares, bem como, melhorar os canais de comercialização. "Esses são uns dos desafios que temos'', afirmou Hildegardo.
O secretário pediu a atenção especial do senador Flexa Ribeiro, para buscar junto ao governo federal o que já foi conquistado para a produção do cacau no Pará, que é a inclusão do açaí na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM). "Não é que a gente queira utilizar o preço mínimo, mas ele serve de balizador para que o agricultor que está lá na ponta tenha uma referência e não se deixe explorar pelo atravessador que chega para formar um preço em razão de suas conveniências''. (Pararijos NEWS)