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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Fraude leva 49 à prisão


Quarenta e nove pessoas foram detidas, ontem pela manhã, suspeitas de tentar fraudar o concurso do Corpo de Bombeiros. Os suspeitos estavam em um colégio particular no bairro do Tenoné, em Belém, localizado próximo a uma escola estadual onde o concurso foi realizado. De lá, eles iriam passar o gabarito da prova para os canditatos, usando telefones celulares. O concurso, que oferece ao todo 330 vagas, foi realizado em quatro municípios paraenses. De acordo com a Polícia Civil, não há motivo para que o certame seja cancelado, já que a tentativa de fraude foi descoberta antes que qualquer candidato se beneficiasse.
Beckembauer Freitas Lima, 38 anos, é suspeito de ser o líder do esquema. Após denúncias anônimas, a Polícia Militar descobriu que Beckembauer iria fazer a prova. Os policiais o seguiram até o colégio particular e, quando entraram, viram as respostas do gabarito anotadas no quadro negro. No local, havia 49 pessoas, incluindo Beckembauer, 15 mulheres e dois adolescentes. Os suspeitos foram encaminhados para a Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe).
Segundo a polícia, a fraude funcionaria da seguinte maneira: uma pessoa iria fazer a prova, anotaria o gabarito e depois iria passar para outras pessoas que estariam no colégio. Essas pessoas passariam para os candidatos por meio de toques telefônicos. Cada toque de vibração do celular seria uma questão.
No local, a polícia apreendeu 66 celulares, folhas com as anotações do gabarito e uma folha com as instruções de como passar o gabarito para o candidato ao concurso do Corpo de Bombeiros para o cargo de praça.
O delegado geral Rilmar Firmino afirmou que não tem por que o concurso ser anulado, pois os acusados não conseguiram enviar as mensagens para os candidatos. Ele disse ainda que o próximo passo na investigação é saber quem são os candidatos que iriam receber as informações.
“Foram 49 pessoas detidas. Elas estavam tentando fraudar o concurso e a Polícia Militar estava acompanhando a situação após denúncia. Elas iriam repassar o gabarito por meio de toque de celular no modo vibratório. Mas não conseguiram consumar o crime da fraude porque a polícia agiu na hora. Mesmo assim, seria difícil as pessoas conseguirem entrar com o celular escondido porque tem detector de metal. Mas vamos investigar se o candidato realmente passou pelo esquema de revista e vamos verificar se houve a transmissão de dados antes da chegada da polícia”, informou. (Pararijos NEWS)