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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Estado vai construir BRT até Marituba, diz Simão Jatene

Em um ano de crise, como o de 2015, em que houve redução dos repasses federais, quais projetos o senhor precisou adiar, deixar para o próximo ano ou outro momento?
A regra de fato que a gente assumiu esse ano foi dar continuidade às obras que já estavam em andamento. Eu acho que essa foi uma medida necessária e o resultado do ano mostrou que foi uma medida que precisava efetivamente ter sido tomada, sob pena da gente querer fazer tudo e terminar não fazendo nada. Foi graças a isso que a gente concluiu a Independência, que a gente fez a Ponte de Igarapé-Mirí, que a gente fez a ponto do Rio Curuá, foi graças a isso que a gente praticamente concluiu a PA-150, que é um eixo fundamental, sobretudo no trecho de Marabá para Belém, que é o trecho que é de responsabilidade do Estado, já que de Marabá para o Sul é uma rodovia federal. Tem um projeto que a gente gostaria de ter começado, mas não foi possível apesar de ter recurso, ter um projeto pronto, que é o BRT que vai do Entroncamento até Marituba.Foto: Cristino Martins (O Liberal)
É importante que toda a sociedade saiba que esse é um projeto que estamos trabalhando há três anos. Nós conseguimos fazer o projeto, conseguimos obter os recursos do financiamento, mas como a BR-316 é federal, eu preciso ter autorização do Ministério do Transportes para fazer a obra lá. Nós pedimos essa autorização há seis meses e estamos aguardando. Eu tenho expectativa que agora, em 2016, essa autorização sai, porque o Governo Federal não vai colocar nenhum tostão, não vai ter nenhum trabalho, eu só quero que ele me autorize a fazer uma obra que todos sabemos que é fundamental, porque a gente sabe que é caótica a entrada de Belém. E é bom que fique claro, não é só a construção de um corredor central. É um projeto de reconstrução, para repaginar toda a BR nesse trecho.
Foto: Cristino Martins (O Liberal)Foto: Cristino Martins (O Liberal)
E por que o senhor acha que está demorando essa autorização?
Olha, eu não quero crer que seja por interferência política, mas eu já começo e as más línguas falam isso. Mas como eu não acredito em más línguas, eu prefiro ficar sem ouvir essas línguas. Eu estou esperando que o Governo Federal me dê uma resposta mais concreta, porque todas as vezes que a gente conversa, discute, me dizem: “Não, estamos com probleminhas internos, estamos resolvendo” e etc. Mas eu preciso licitar isso, porque é uma obra que vai levar uns dois anos e pouco e eu não quero crer que tenha gente querendo atrapalhar, pra gente não conseguir começar, pra não terminar obviamente no nosso governo ainda. Mas se eu tiver certeza disso, você pode ter certeza que eu vou avisar para a sociedade, porque é bom saber como ainda tem político que opera nesse Estado.
E quais são os principais investimentos previstos agora para 2016?
A gente conseguiu, em 2015, além de garantir um equilíbrio nas contas no sentido de pagamento de pessoal, investir alguma coisa em torno de um bilhão e trezentos mil. A orientação para 2016 é manter o equilíbrio das contas, até porque, o Governo Federal não só reduz a transferência, como cria despesas para que os Estados paguem. Exemplo disso é a questão do novo piso. Como você cria despesa para que os Estados ou Municípios paguem? Então, a orientação é manter o equilíbrio e garantir a continuidade das obras que estão em andamento.
Investimentos que a gente deve continuar tocando em 2016 e devem ficar prontos: Hospital Abelardo Santos, são nove andares em Icoaraci, é um belo hospital, faz parte dessa rede que a gente vem montando desde o primeiro governo e, cada vez mais, está ganhando musculatura e corpo; hospital de Itaituba, porque era uma região distante e não tinha nada próximo de alta e média complexidade; Perimetral, que está faltando um “pedacinho” só para acabar, mas a gente tem que trabalhar naquele trecho da avenida que foi praticamente ocupado pela população e quando eu falo de direitos e deveres, é disso que eu estou falando também, porque todo mundo tem direito a habitação, mas não tem direito também de, para fazer isso, ocupar o leito de uma avenida e proibir que milhares de pessoas possam transitar em condições melhores por ali e nós estamos discutindo uma forma de resolver isso.
A mesma coisa a questão da João Paulo II, que já está toda aberta e com a base feita. O Hospital de Castanhal deve continuar com os investimentos. Enfim, as UIPPs (Unidade Integrada do Pro Paz) nós devemos avançar em pelo menos umas 20 que estão em construção. A mesma coisa em termos de escolas, são várias escolas, algumas inclusive tecnológicas, que estão ficando prontas. O Banpará, a gente deve avançar na política que a gente teve de interiorização.
Para você ter uma ideia, quando nós assumimos para agora, praticamente dobramos o número de agências. Na história o Banpará tinha chegado a quarenta e poucas agências, nós já superamos 80 agências. Em quatro anos conseguimos ter mais agências do que o banco teve em toda a sua vida. Esses investimentos devem continuar e a expectativa é que isso continue gerando emprego, contribuindo para que a gente tenha renda e enfrentando essa questão do desemprego, que é uma questão séria.
Em 2015, o senhor conseguiu manter o equilíbrio fiscal do Estado, conseguiu pagar todas as contas. Para 2016, qual sua perspectiva?
Eu pretendo e espero que a gente consiga manter o equilíbrio, mas é bom que fique claro o seguinte: de 2014 para 2015, nós conseguimos virar o ano com algum recurso, mesmo sendo um ano eleitoral, por uma questão de responsabilidade. Obviamente, nós tínhamos a ideia de que 2015 seria um ano difícil, então nós trabalhamos muito no sentido de garantir uma certa poupança que nos permitiu ir compensando as perdas das transferências federais, que caíram muito, de forma recorrente, no ano de 2015. Nós conseguimos também alguns recursos extras, trabalhando com novas receitas para 2015.
Para 2016, vamos ter que trabalhar num ajuste mais duro, pelo lado da própria despesa. Eu acho que tem algumas medidas de contenção que precisam ser tomadas para que a gente não termine vivendo o que lamentavelmente alguns outros Estados estão vivendo e tiveram que atrasar pagamento de pessoal. Alguns começarão a pagar o 13º salário, pelo que eu estou sabendo, só a partir de junho do ano que vem, o que é uma coisa dramática e eu imagino o que os governadores e a própria sociedade estão passando. Então, eu espero contar com a compreensão da sociedade paraense de saber que tem alguns ajustes que nós vamos precisar fazer, sim, porque não existe mágica, não existe essa história do queijo de graça, alguém tem que pagar a conta. (Pararijos NEWS)