Google+ Badge

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Protesto marca 40 anos de formatura em medicina

Protesto marca 40 anos de formatura em medicina (Foto: Elcimar Neves)
De mãos dadas, os médicos chamaram a atenção para a situação do prédio da Faculdade de Medicina (Foto: Elcimar Neves)
“É um misto de carinho, saudade e emoção que tornam esse encontro único”. Desta forma a médica Maria Rita Monteiro classificou o reencontro dos ex-alunos do curso de medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) que se formaram na turma de 1975, ou seja, há 40 anos. O encontro é realizado a cada 5 anos. Na tarde de ontem, cerca de 100 médicos se reuniram em frente ao antigo prédio da Faculdade de Medicina do Pará, na avenida Generalíssimo Deodoro, no Umarizal, para comemorar os 40 anos de formatura. 
Alguns dos médicos não moram em Belém, mas fazem questão de participar do encontro dos ex-alunos. “Eu sinto uma alegria enorme em poder reunir com esses amigos. Apesar do tempo e da distância, podemos afirmar que a amizade sempre esteve fortalecida”, afirmou Eda Gil Vale, 63, anestesiologista e ex-aluna da UFPA.
João de Deus, 65, clínico geral e médico do trabalho disse que a emoção do reencontro é indescritível. “O momento traz emoção e saudade dos bons momentos vividos juntos”. Em meio ao saudosismo, uma preocupação: o destino do prédio que sediou a Faculdade de Medicina. Em um gesto simbólico, os ex alunos “abraçaram” a faculdade, com o objetivo de chamar atenção para a falta de preservação do prédio, que apresenta problemas estruturais. 
TURMAS
Segundo os ex-alunos, as turmas de medicina devem ser transferidas em breve para outro campus, o que aumenta o temor de que o prédio fique sem reparos.
“Estamos aqui também em protesto por causa das condições do edifício. Isso nos causa uma apreensão quanto ao destino do lugar que formou praticamente todos os médicos do Pará”, lamenta Eda. Ela afirmou que o desejo é de que o prédio pudesse representar a memória da saúde no Estado, sendo transformado em um museu da medicina. “Começa com uma desocupação, depois o abandono, depredação e assim perderemos para o tempo a memória do local”, teme Eda Gil.dadas, os médicos chamaram a atenção para a situação do prédio da Faculdade de Medicina
(Gerllany Amorim/Diário do Pará/Pararijos NEWS)