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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Ex-superintendente do Incra de Santarém é solto pela PF

Foto: Reprodução (TV Tapajós)Foto: Reprodução (TV Tapajós)
Após quatro meses preso na Penitenciária Agrícola Silvio Hall de Moura, o ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Santarém, oeste do Pará, Luiz Bacelar Guerreiro Júnior foi solto por meio de alvará, na noite de segunda-feira (28), conforme informou a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe).
De acordo com a Susipe, o alvará de soltura foi expedido pelo juiz federal Antônio Carlos Almeida Campelo.
Em entrevista, o advogado de defesa informou que Bacelar recebeu liberdade provisória após pagar fiança de R$5 mil e deve seguir as seguintes recomendações: não se ausentar do município por mais de 30 dias sem comunicar à Justiça; não se comunicar com testemunhas; comparecer a todos os atos; e não exercer atividade econômica relacionada a madeira.
Entenda
Bacelar foi preso durante a operação "Madeira Limpa" da Polícia Federal, deflagrada no dia 24 de agosto de 2015. No total, 21 pessoas foram presas suspeitas de integrar a quadrilha. O esquema envolvia empresários do ramo madeireiro e servidores públicos municipais, estaduais e federais de vários municípios do Pará, de Manaus (AM) e de Florianópolis (SC).
As investigações da Polícia Federal duraram oito meses, tendo iniciado em 2014 e constatado que os servidores públicos formaram um grupo que atuava em três núcleos: o primeiro concentrava os negociantes de créditos florestais fictícios e empresas que recebiam madeira ilegal; o segundo desmatava ilegalmente as áreas com permissão de servidores do Incra; o terceiro vendia informações privilegiadas sobre fiscalizações de órgãos ambientais e liberação de empresas irregulares.
Após dois dias da prisão, Bacelar foi exonerado do cargo de superintendente do Incra. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Bacelar permitia que empresários do ramo da madeira explorassem ilegalmente assentamentos da região. Na época, em entrevista, o advogado de defesa do ex-superintendente garantiu que as acusações são improcedentes. “A acusação de que ele participa de uma organização criminosa e que recebeu dinheiro ou vantagem, para enquadrá-lo como corrupção passiva, iremos comprovar que é improcedente”, disse o advogado Osmando Figueiredo. (Pararijos NEWS)