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domingo, 27 de dezembro de 2015

Corpo de sargento chega ao IML de Belém

Corpo de sargento chega ao IML de Belém (Foto: reprodução/Facebook)
(Foto: reprodução/Facebook)
O corpo do sargento Cláudio Silvestre chegou na tarde deste domingo ao Instituto Médico Legal (IML) de Belém, onde passará por necropsia, para em seguida ser preparado para o velório. O corpo chegou ao local por volta das 14h30 deste domingo (27). O bombeiro estava desaparecido desde a tarde da última sexta-feira (25) e seu corpo foi localizado na manhã de hoje, em uma área próximo a Ilha de Cotijuba.
O corpo do sargento Silvestre foi primeiramente conduzido para o Grupamento Fluvial, localizado na rodovia Arthur Bernardes, e em seguida para IML.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, foi oferecido o pátio do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, localizado na avenida Julio César, para ser realizado o velório, porém a família ainda não se manifestou sobre a decisão.
O local do sepultamento também não foi confirmado.
ACIDENTE OU NEGLIGÊNCIA?
O sargento Silvestre e o cabo Vieira estavam atuando na ilha de Cotijuba e faziam o percurso da praia Vai Quem Quer à do Farol, no final da tarde do dia 25, sexta-feira, quando o bote inflável em que viajam sofreu uma pane mecânica e ficou à deriva. Com a chuva intensa e os ventos fortes, o clima no bote estava muito frio. Foi quando Silvestre e Vieira decidiram entrar na água morna, para se aquecerem.
Eles ficaram segurando na borda da embarcação, mas o vento e a tempestade provocaram marolas muito fortes, arremessando o cabo e o sargento para longe do bote. "Fui levado para um lado e o sargento, para o outro", disse o cabo Vieira, a um colega da Corporação, tão logo foi socorrido, na praia do Vai Quem Quer.
Uma grave denúncia apurada pelo DIÁRIO DO PARÁ seria de que a embarcação não tinha equipamentos básicos de segurança para os militares que atuam no Grupamento Fluvial do Pará. Segundo uma fonte de dentro dos Bombeiros, não havia coletes nem flutspuma (equipamento próprio para flutuação) a bordo, o que obrigou os dois bombeiros a ficar segurando no bote, enquanto esquentavam os corpos na água, até serem arrastados pela correnteza.
Se essas informações forem confirmadas, o Governo do Estado pode ser responsabilizado pelo episódio, por não ter oferecido equipamentos obrigatórios aos militares.
(DOL/Pararijos NEWS)