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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Bando assalta um ônibus

Equipes da Aeronáutica e da Polícia Militar fizeram buscas logo depois que o assalto ocorreuEquipes da Aeronáutica e da Polícia Militar fizeram buscas logo depois que o assalto ocorreu
Por volta das 14 horas de ontem, um grupo formado por sete jovens assaltou os passageiros de um ônibus que faz a linha Icoaraci/Ver-o-Peso, na rodovia Arthur Bernardes, em Belém. Uma mulher não quis entregar a aliança e teve o dedo cortado com uma faca por um bandido. Já um comparsa dele devolveu o telefone celular de outra vítima após ouvir a frase “Jesus te ama”. Depois do assalto, o grupo fugiu para uma área de mata da Base Aérea Naval. Várias equipes da Aeronáutica e da Polícia Militar, inclusive do Comando de Operações Especiais (COE), fizeram buscas pela área, mas ninguém foi detido.
O cobrador do ônibus, que se identificou apenas como José Luís, explicou que fazia a primeira viagem do dia. Quando o coletivo estava na última parada da Pratinha I, sentido Icoaraci-Belém, um assaltante fez o sinal. “O rapaz estava sozinho e ninguém imaginava que se tratava de bandido. Quando ele entrou no ônibus, puxou a arma e anunciou o assalto. Ele ficou ao lado do motorista”. Alguns metros depois, o assaltante exigiu que o motorista abrisse a porta para o restante do bando. Mais seis jovens, alguns com faca, entraram no veículo e causaram pânico nos passageiros. Todos os bancos estavam lotados, mas não havia ninguém em pé.
Os criminosos revistaram as vítimas e recolheram objetos de valor. Uma passageira, que não teve o nome divulgado, não quis entregar a aliança de casamento e acabou agredida. “O cara foi muito frio. Ela tentou impedir que ele levasse a aliança e ele na maior frieza deu um golpe no dedo dela para conseguir efetuar o roubo”, destacou o cobrador. Já outra vítima disse “Jesus te ama” para um bandido e conseguiu o celular de volta. “Nesse caso, o garoto que já estava com o celular resolveu voltar e devolveu o aparelho para a mulher que estava sentada”, contou José Luís.
Desorientado, o motorista do ônibus seguiu para a entrada da Base Aérea Naval, onde há vários militares. Eles pensaram que se tratava de um assalto com reféns, mas se aproximaram e constataram que as vítimas estavam sozinhas. “Eu fiquei desesperado. Foi a primeira saída que vi para pedir socorro. Eu não tinha condições de seguir a viagem”, disse D’Araújo, motorista do coletivo. (Pararijos NEWS)