Google+ Badge

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Zika vírus mata no Pará


Uma paraense de 16 anos é mais uma vítima do zika vírus. A informação foi confirmada no sábado (28) pelo Ministério da Saúde. Segundo informações repassadas pela diretoria da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Benevides (Semsa), município onde a adolescente morava, ela morreu no final do mês de outubro, no Hospital Universitário Barros Barreto, em Belém. As informações são do Portal G1.
Com suspeita inicial de dengue e notificada em 6 de outubro, a menina apresentou dor de cabeça, náuseas e petéquias (pontos vermelhos na pele e mucosas). A coleta de sangue foi realizada sete dias após o início dos sintomas, no dia 29 de setembro. O teste foi positivo para zika, confirmado e repetido.
“Ela deu entrada na urgência da nossa unidade de saúde, mas foi encaminhada para o Pronto-Socorro do Guamá, com suspeita de dengue. De lá foi transferida para o Pronto-Socorro da 14 de Março, em Belém. Depois foi para o Hospital Barros Barreto, onde morreu”, afirmou a diretora da VS da Semsa, Sandra Souza.
Casos - A zika é causada pelo mesmo mosquito transmissor da dengue e chikungunya. Foram identificados no Pará 7.720 casos de dengue de janeiro até 14 de novembro, um aumento de 85,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 4.170 casos.
A incidência da doença no Pará também deu um salto, passando de 51,5 casos por 100 mil habitantes para 95,3 a cada grupo de 100 mil. O órgão destacou a preocupação com os altos números da doença, e ainda com o registro de 35 casos da zika no Estado.
Caso - O primeiro caso morte pelo zika foi confirmado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém, e trata-se de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, morador de São Luís, do Maranhão.
Mobilização - O achado reforça o chamado do MS para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes Aegypti, responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve União, Estados, municípios e população.
A campanha lançada nesta semana alerta que o mosquito da dengue mata. A ideia é que todos os dias sejam utilizados para uma limpeza e verificação de focos que possam ser criadouros do mosquito. O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) indica 199 municípios brasileiros (entre eles 10 são no Pará) em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, sendo necessária uma mobilização imediata.
O MS informa ainda que a Presidência da República determinou a convocação do GEI (Grupo Executivo Interministerial), que envolve 17 ministérios, para a formulação de plano nacional do combate ao vetor transmissor, o mosquito Aedes Aegypti.
Belém - De acordo com informações da Agência Belém, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, está intensificando e reforçando ainda mais os trabalhos para a redução dos focos do mosquito na capital paraense, contando também com o engajamento da população.
Benevides - Sobre o óbito da adolescente de 16 anos, moradora de Benevides, relacionado ao vírus zika, a Secretaria Municipal de Saúde de Benevides (Semsa) informou ontem, por meio de nota, que “mantém ações permanentes em todos os bairros do município, com equipes de agentes em endemias e agentes de saúde realizando ações de prevenção e combate ao vetor mosquito Aedes aegypti, seguindo as orientações do Ministério da Saúde.”
A nota informa ainda que em outubro, após a notificação da morte da adolescente, inicialmente suspeito como dengue hemorrágica, as ações foram redobradas em todo o bairro onde ela residia).  “Estas ações estão sendo intensificadas em todo o município.”
Emergência - O governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Julio assinaram ontem (29) decretos de emergência em Pernambuco e no Recife devido às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti - dengue, chikungunya e zika vírus. As três tiveram um grande aumento no Estado neste ano. (Pararijos NEWS)