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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sadomasoquismo é a perversão sexual de Ângela Bismarchi

Angela Bismarchi leu o livro “Cinquenta tons de cinza”, de Erika L. James, e achou que poderia fazer melhor do que a escritora americana, que já vendeu 125 milhões de unidades em todo o mundo. Usando personagens clássicos da literatura ocidental, como Don Juan, o Rei Arthur e Lancelot, seu cavaleiro da Távola Redonda, e a Rainha Guinevère, ela escreveu um romance sadomasoquista Ângela: “Meus personagens têm essa questão sexual descontrolada”Ângela: “Meus personagens têm essa questão sexual descontrolada”ambientado na cidade do Rio de Janeiro dos dias atuais. “Queria que esses personagens se encontrassem no meu romance, que é muito melhor que o de Erika James. Meu romance é uma verdadeira explosão de luxúria e de desejos reprimidos”, adianta ela, que lança o livro até o final deste mês.
Escravidão sexual, sadomasoquismo (sadismo e masoquismo) e fetiches são temas que estão no livro de Ângela. “Meus personagens têm essa questão sexual descontrolada. As coisas que eu relato no livro são muito mais fortes, são de escravidão sexual. Eu sou mais do lado do amor”, compara ela, que fez pesquisas para escrever o romance. “Um pouco desse mundo eu já conhecia. O sadomasoquismo é um fetiche de mulheres do mundo inteiro, né? Eu não sou contra ganhar umas palmadinhas, usar algemas... Acho que apimenta”, opina ela.
“Sempre fui muito ligada a esses temas de erotismo e sensualidade. Aqui no Brasil não tem nenhuma romancista como eu que explore esse tema, a Erika James foi a primeira que tocou o mundo inteiro. Aqui no Brasil eu vou ser a primeira. A maioria dos artistas brasileiros está lançando biografias, eu sou romancista”, diz ela.
Ângela promete causar polêmica com seu novo livro. Isso porque ela acredita que Dom Juan era gay. “Ele é um homem sedutor, atraente, por quem as mulheres se apaixonavam. Ele ficava com elas, mas depois as abandonava. Eu acho que ele era gay, pois era sedutor e não ficava com mulher nenhuma. Ele esta muito narcisista, então acho que ele tem uma tendência forte à homossexualidade. No meu livro ele usa várias coisas cor-de-rosa, como cintas-liga. Daí o nome do romance (“Os tons de pink de Don Juan”)”, explica Ângela.


(Pararijos NEWS)