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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sargento sofre atentado em Belém

 
O sargento Alberto José Rebelo Neves foi baleado na cabeça, mas ainda conseguiu revidarO sargento Alberto José Rebelo Neves foi baleado na cabeça, mas ainda conseguiu revidar
O sargento Alberto José Rebelo Neves, da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), foi baleado na cabeça, ontem à tarde, na travessa 14 de Março, entre José Pio e Djalma Dutra, no bairro do Telégrafo, em Belém. A polícia analisa imagens de um depósito de bebidas que fica em frente ao local do crime. “É cedo para determinar qualquer avaliação sobre as circunstâncias do crime. Estamos analisando imagens do circuito de segurança, mas não é possível determinar que trata-se de uma tentativa de homicídio ou assalto, ou que tenha qualquer relação com outros crimes”, disse o delegado Walter Rezende, diretor da seccional da Pedreira, que esteve no local para apurar as primeiras informações sobre o baleamento.
O sargento foi socorrido e levado até um hospital particular localizado na avenida Visconde de Souza Franco, e de lá foi encaminhado para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, “por orientação médica e para melhor atendimento”, conforme nota divulgada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).
Menos de uma hora após dar entrada no Metropolitano, o sargento foi colocado novamente em uma ambulância e encaminhado para o Centro Médico Vida e Saúde, localizado na travessa Dr. Enéas Pinheiro, no bairro do Marco. De acordo com a assessoria de imprensa do Metropolitano, ele seria submetido a exames no Centro Médico, pois o equipamento do Metropolitano apresentou defeito. “Como o equipamento está em manutenção, esse exame é feito fora do HMUE”, informou a assessoria. No final da noite, o sargento deu entrada no bloco cirúrgico do HMUE, e a previsão era que a cirurgia durasse cinco horas. O estado dele era considerado estável, mas grave.
O atentado - O sargento Neves estava à paisana quando foi surpreendido por quatro homens em duas motocicletas. A polícia já sabe que um Gol preto acompanhou toda a ação e deu apoio ao bando. Uma testemunha contou que o policial estava em frente a uma loja de películas, aguardando a finalização de um serviço no carro dele, quando os motoqueiros armados estacionaram e abriram fogo. “Ele estava em pé, de frente para a rua, e eu estava dentro do carro dele, fazendo o serviço. Ouvi apenas o barulho das motos e os tiros. Vi ele revidar, mas me escondi, e quando eles foram embora, saí para socorrê-lo com o meu irmão. Ele estava consciente, falou comigo e disse apenas para eu guardar a arma dele e as coisas. Em seguida, meu irmão o levou para o hospital”.
Ainda de acordo com a testemunha, aproximadamente 15 minutos antes do atentado uma viatura da Rotam estacionou no local e os policiais cumprimentaram a vítima. “Era amigos dele, eles brincaram e foram embora. Depois esses caras (motoqueiros) apareceram”. O policial mora no bairro da Sacramenta e sempre vai ao Telégrafo para fazer reparos no veículo, nessa loja de películas.
Colega de farda cobra providências
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) acionou helicópteros e enviou vários policiais ao local do crime. Uma equipe da Divisão de Homicídios comandada pelo delegado Lenoir Cunha também foi acionada para dar início às investigações. A Polícia Civil está trabalhando em conjunto com o setor de inteligência da Segup.
Nenhuma linha de investigação foi descartada. Uma das hipóteses é que a tentativa de homicídio tenha relação com a execução de Jaime Tomas Nogueira Junior, de 30 anos, o “Pocotó”, ocorrida dentro de um hospital particular do bairro de Fátima, na noite de segunda-feira (26). Este crime está sendo investigado pela Divisão de Homicídios, mas não há novas informações sobre ele.
Violência - O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, cabo Xavier, lamentou o baleamento do sargento da Rotam. Ele esteve ontem à noite no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) para acompanhar o estado de saúde do colega de farda.
Segundo o cabo, as ocorrências de crimes contra policiais estão crescendo assustadoramente. “É uma situação que já estamos divulgando há muito tempo. Hoje mais uma vez um policial foi baleado e esperamos que as autoridades tomem providências imediatamente”, disse.
Xavier não entrou em detalhes sobre o estado de saúde do sargento Neves. “Estamos pedindo a Deus que nosso companheiro sobreviva. Enquanto associação e enquanto amigos de corporação, viemos aqui para acompanhar a situação, ver o que pode ser feito, se a família precisa de algum apoio”.
(Pararijos NEWS)