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domingo, 25 de outubro de 2015

Helder garante investimentos nos portos do Pará

Helder garante investimentos nos portos do Pará (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O Ministério dos Portos publicou, na última sexta, duas portarias com os Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZs) dos portos de Vila do Conde e de Santarém. Nelas, estão as projeções de crescimento dos dois portos nos próximos 15 anos. O cálculo é feito em função da diferença entre a capacidade atual e da projeção de demanda até 2030. “Isso quer dizer que os empresários que arrendarem terminais nos dois portos poderão planejar seus investimentos para que as instalações atendam ao escoamento da produção”, disse o Ministro dos Portos, Helder Barbalho. 
Na prática, é mais segurança, tanto para os arrendatários dos terminais, quanto para os usuários. Os portos de Vila do Conde e Santarém receberão investimentos de R$ 1,8 bilhão, pelo Programa de Investimento em Logística (PIL) do Governo Federal. O edital para arrendamento de um terminal em Vila do Conde será lançado amanhã (26), enquanto as três áreas para terminais em Santarém têm previsão para lançamento ainda este ano.
Os PDZs e a possibilidade de planejamento que eles trazem para os arrendatários de terminais são frutos de uma nova forma de pensar a logística desenvolvida a partir da criação da Lei dos Portos. Antes dela, cada Autoridade Portuária -no caso do Estado, a Companhia Docas do Pará (CDP)-, era responsável pelo planejamento do respectivo porto. Ou seja, a administração de cada porto pensava exclusivamente em si, o que causava sérias distorções e deixava empresários inseguros quanto ao retorno financeiro. Com os PDZs, o planejamento de cada porto passa a ser integrado à política nacional de transportes.
DEMANDAS
Hoje, o Ministério dos Portos elabora o planejamento estratégico do setor que parte do princípio que os modais (como hidrovias, rodovias, ferrovias) estejam conectados e formem um conjunto funcional. Esse conjunto deve atender às demandas atuais e as projetadas para os próximos anos, além de descentralizar o escoamento de produtos. “Isso cria oportunidades para que o Pará atraia novas empresas que gerem mais empregos aqui”, destaca Helder. “É mais uma ação para acabar com aquela história de o Pará ser apenas um fornecedor de minérios e matérias-primas que são exportadas por outros estados. Teremos portos bem equipados e cada vez mais competitivos”.
As projeções indicam que só a soja em Vila do Conde apresentará crescimento da ordem de 275%. E o porto de Santarém, por sua vez, deve registrar crescimento de 300%. Os investimentos previstos nos portos de Vila do Conde e Santarém poderão gerar oportunidades para a indústria de construção civil e eletromecânica, durante a implantação dos terminais, além de impulsionar o comércio local após o início da operação. Haverá, ainda, investimentos na exportação de grãos - como soja e milho -, que também impulsionarão a importação de fertilizantes.
(Diário do Pará/Pararijos NEWS)