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domingo, 25 de outubro de 2015

Escândalo envolve Helder


A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação Arapaima (nome científico do Pirarucu) com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de cometer fraudes na concessão do benefício social de seguro defeso ao pescador artesanal, envolvendo servidores e intermediários ligados aos órgãos públicos responsáveis por essa concessão no Pará.
Até o final da manhã de ontem, 15 pessoas tinham recebido voz de prisão e após prestarem esclarecimentos à polícia federal foram encaminhadas para a Superintendência do Sistema Penal do Estado (Susipe). O delegado Ildo Gaspareto, Superintendente da Polícia Federal do Pará, disse que as investigações permanecem, pois a partir dessas prisões as apurações podem tomar novos rumos. Até o final da manhã de ontem a polícia não tinha informações da quantia arrecadada pela organização criminosa e também não tinha o número de beneficiados.
É o segundo escândalo na área da Pesca deflagrado em menos de uma semana. Ambos os esquemas criminosos estavam sendo executados esse ano, durante a última gestão do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), extinto no início desse mês. No esquema deflagrado na semana passada, os policiais federais chegaram a prender e levar para depoimento assessores diretos do ex-ministro Helder Barbalho (PMDB).
Desta vez, o alvo da operação foi o vereador e pastor de Belém Raul Batista (PRB). Ele está sendo investigado desde o mês de abril do ano passado e é apontado como o mentor de uma quadrilha que atuava nas fraudes contra o seguro defeso, perante à Superintendência Federal da Pesca no Pará (SFPA) e Postos do Sistema Nacional de Emprego (SINE/MTE), bem como às agências da Caixa Econômica Federal no Estado.
Cerca de 70 policiais federais cumpriram 18 Mandados de Prisão temporária e 17 Mandados de busca e apreensão, a grande maioria nas cidades de Belém e Ananindeua, mas também em Soure, Cametá, Santa Isabel e Altamira. Até o final da manhã de ontem, apenas três pessoas estavam como foragidas.
O Superintendente da PF do Pará, Ildo Gaspareto, explicou que as investigações se iniciaram no dia 29 de abril do ano passado após o superintendente da SFPA, na época, identificar que pessoas que não trabalhavam com a pesca estavam sendo beneficiadas com o seguro defeso. A partir da denúncia, a PF passou a fazer a investigação do caso e identificou que havia uma organização criminosa.
O vereador e pastor Raul Batista está sendo apontado como o líder da organização, uma vez que ele seria o responsável em encaminhar os nomes dos falsos pescadores para o cadastro do seguro defeso. Ele recebeu voz de prisão, na manhã de ontem, no interior de sua casa, no Marco. Os policiais precisaram chamar um chaveiro para entrar na casa do vereador evangélico. Após conseguirem arrombar o local, a equipe encontrou a quantia de R$ 100 mil.
O valor foi apreendido e já está à disposição da Justiça. Em depoimento à polícia, o pastor alegou que a quantia em dinheiro é referente a venda de um veículo.  “Eu não tenho participação nenhuma nisso. Isso é uma denúncia política”, falou. (Pararijos NEWS)