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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Traficante é morto em casa


O traficante Thiago da Silva Costa, de 23 anos, foi morto com cinco tiros, na porta de casa, em uma vila de kitchenettes localizada na passagem Curuçá, no bairro do Atalaia, em Ananindeua. O crime ocorreu por volta das 14h de ontem. No imóvel a polícia encontrou 250 pedras de crack. Para a polícia, a vítima conhecia o assassino, que fugiu pelos fundos. Os vizinhos dizem que não conseguiram ver o rosto do matador.
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, esteve no local do crime e afirmou que existe a possibilidade de o assassino ser um conhecido da vítima, já que o portão da vila de kitchenettes é aberto pelos próprios moradores e não havia sinal de invasão. Thiago era casado e tinha dois filhos, mas estava sozinho quando foi executado.
Depois de ouvir vários tiros e os passos de uma pessoa, os vizinhos encontraram Thiago caído na porta de casa. Nenhuma cápsula foi achada perto do corpo e a equipe de peritos criminais não conseguiu identificar o tipo de projétil usado no crime. A vítima residia na vila havia dois meses, por isso os vizinhos não sabiam detalhes da vida dela. Eles não sabiam, por exemplo, que Thiago era traficante e tinha um estoque de drogas dentro de casa.
De acordo com o sargento Satibanês, da 1ª Companhia (CIA) do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM), quando a equipe de PMs chegou Thiago ainda estava vivo. Uma ambulância de resgate do Corpo de Bombeiros foi acionada, mas a vítima morreu no local. Thiago foi atingido pelas costas, o que indica que ao perceber o que ocorreria, ele tentou voltar para dentro de casa e se proteger.
A equipe da Divisão de Homicídios encontrou cinco sacos com 50 pedras de crack em cada um. Também foram encontradas uma balança, solução de bateria usada para o refino da droga e embalagens plásticas para comercializar o entorpecente.
A mãe de Thiago esteve no local e se emocionou ao ver o corpo do filho ser retirado da vila pela equipe do Instituto Médico Legal (IML). A polícia já sabe que o irmão de Thiago foi baleado na semana passada e o crime provavelmente tem relação com o tráfico de drogas. Por causa do envolvimento de Thiago com o tráfico, a polícia trabalha com a hipótese de acerto de contas.
Curiosos - Durante a investigação da polícia no local do assassinato, um mototaxista e um cliente se agrediram. Eles foram ao local para acompanhar o trabalho dos peritos, mas se desentenderam porque o cliente não quis pagar a corrida. A confusão não tinha relação com o homicídio, mas atrapalhou o trabalho dos policiais, que precisaram interromper a análise da cena do crime para conter os dois curiosos.
(Pararijos NEWS)