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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tomé-Açu: união do ocidente e oriente faz 56 anos


Tomé-Açu: união do ocidente e oriente faz 56 anos (Foto: Bruno Carachesti)
(Foto: Bruno Carachesti)
Uma história construída e contada pela grafia nipônica, pelo português e pela linguagem oral dos indígenas: assim é a saga do município de Tomé-Açu, no nordeste paraense.
A terra dos índios Tembé foi colonizada, inicialmente, por portugueses, mas ficou realmente marcada pela atuação dos imigrantes japoneses, que se mudaram para a região e mudaram o rumo da economia e da cultura local.
VEJA CURIOSIDADES HISTÓRICAS DE TOMÉ-AÇU
O decreto que elevou o território à categoria de município, emancipando-o do município de Acará, completa 56 anos nesta terça-feira (1°), mas a história de Tomé-Açu inicia ainda com os índios Tembé, da nação Tenetehara.
Os Tembé foram os primeiros habitantes da região que praticavam culturas de subsistência nas margens do rio Acará-Mirim.
 (Foto: Daniel Pinto)

Segundo registros históricos, o primeiro homem branco a chegar ao local foi o português José Maria de Carvalho, que também se tornou o primeiro comerciante de madeira na foz do Igarapé Tomé-Açu.
Inclusive, o território atual do município ainda seria adquirido pelo português Agapito Joaquim de Cristo, que denominou a terra de Fazenda Boa Vista.
Mas foi na segunda década do século XX que Tomé-Açu começou a receber os primeiro imigrantes nipônicos, o povo que transformaria a história da região.
Um grupo de cientistas japoneses chegou ao Pará, em 1926, com o objetivo de instalar colônias agrícolas e implantar práticas modernas de cultivo. Anos depois, surge a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil.
A instituição compra, em 1929, a área da antiga Fazenda Boa Vista e, a partir daquele ano, 43 famílias nipônicas desembarcam do navio Montevideu Maru, totalizando 189 imigrantes.
A primeira grande revolução na economia de Tomé-Açu começa, quase que por acaso, em 1933.
Após a morte de um imigrante, o navio que trazia os japoneses parou em um porto de Cingapura. Um dos ocupantes, Makinosuke Usui, pegou 20 mudas de pimenta-do-reino e trouxe para o Pará.
(Foto: Reprodução/Facebook)
O gesto tornaria o município o maior produtor mundial de pimenta-do-reino, que ficou conhecida como “diamante negro da Amazônia”.
Na década de 1950, Tomé-Açu chegou a produzir cerca de 800 toneladas da iguaria e, em 1972, a produção bateu o recorde de 5.000 toneladas.
Com o declínio da venda e do preço da pimenta-do-reino, na década de 1980, e no início do século XXI, os produtores agrícolas de Tomé-Açu tiveram que diversificar a produção, alavancando o mercado com produtos como açaí, acerola e cacau - com destaque para as duas últimas, onde o município é um dos principais produtores no Brasil.


(Hélio Granado/DOL/Pararijos NEWS)