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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Professores estaduais paralisam nesta quinta

Professores estaduais paralisam nesta quinta (Foto: Fernando Araújo)
Descontos ainda são referentes à greve dos professores, realizada no primeiro semestre deste ano (Foto: Fernando Araújo)
Os professores da rede pública de ensino do Pará farão uma nova paralisação de 24 horas, amanhã. Os educadores reivindicam a suspensão dos descontos indevidos dos dias parados durante a greve da categoria, que iniciou no dia 25 de março.
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Beto Andrade, a greve acabou no dia 5 de junho, mas os descontos continuam nos contracheques. “Até agora o governador não explicou para a categoria a origem e o como se deu o cálculo desses descontos”, critica.
A paralisação faz parte da agenda de lutas dos professores em continuidade à pauta de reivindicações iniciada com a greve. Os professores vão se concentrar a partir das 9h, em frente ao Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A programação incluiu a realização de ato público e a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado pedindo a exoneração do atual secretário estadual de Educação, Helenilson Pontes.

SEM ACORDO
Desde o fim da greve, os professores nunca foram recebidos pelo governador Simão Jatene. A maior consequência da falta de entendimento entre o governo e a categoria é o comprometimento do calendário escolar deste ano, que continua sem reposição das aulas. O Sintepp afirma que a suspensão dos descontos é condição para que a categoria negocie a reposição do conteúdo programático das escolas.
Além do fim dos descontos, os professores pretendem cobrar, durante a paralisação, mais estrutura física nas escolas que, segundo eles, estão sucateadas e sem condições de abrigar a comunidade estudantil. Há escolas que não tiveram a reforma concluída e em outras as obras nem foram iniciadas. “A realidade é que todo dia recebemos denúncias de professores e alunos sobre escolas sem ventilador, sem ar-condicionado ou mesmo sem energia elétrica, com janelas caindo ou o teto desabando”, disse Andrade.
(Diário do Pará/Pararijos NEWS)