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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Palacete de 120 anos pega fogo em Curuçá

Palacete de 120 anos pega fogo em Curuçá (Foto: via WhatsApp)
Incêndio deixou a estrutura do palacete abalada, mas, segundo o historiador, não veio ao chão devido a reforma realizada no ano de 2001 (Foto: via WhatsApp)
Um incêndio de grandes proporções destruiu um prédio histórico, fundado em 1895, na cidade de Curuçá, nordeste paraense, durante a madrugada deste domingo (27).
As investigações devem ser fundamentadas em duas linhas: acidental ou criminal. Já o laudo do Corpo de Bombeiros deve ser divulgado nos próximos dias.
De acordo com Paulo Henrique, historiador da cidade e especialista em patrimônio histórico, o prédio fica localizado na praça Coronel Horácio Barbosa de Lima, considerado o maior benfeitor da história política e administrativa de Curuçá, que também dá nome ao palacete queimado.
"Foi um golpe muito grande para a cidade. Este prédio faz parte da história de Curuçá e leva o nome do primeiro intendente do município. O coronel Horácio está para Curuçá como Antônio Lemos para Belém", comentou o professor.
PATRIMÔNIO
Segundo o historiador, o Palacete Barbosa de Lima chama a atenção pelo estilo neoclássico, com bandeiras de ferro e estátuas de deuses gregos e romanos em porcelana do porto.
O prédio foi tombado no ano de 2001 pelo patrimônio histórico municipal e comportava atualmente a biblioteca pública da cidade. (Foto: via WhatsApp)
Na história de 120 anos, completados em 2015, o palacete Barbosa de Lima, comportou o terceiro grupo escolar do Estado e, a partir de 1970, chegou a sediar a prefeitura, o fórum, o cartório, a biblioteca pública e a câmara municipal de Curuçá.
"O acervo da biblioteca foi todo perdido. A maioria dos documentos públicos foram salvos, pois haviam sidos transferidos para o Arquivo Público Municipal que funciona em uma paróquia", disse o historiador.
DENÚNCIAS
Ainda segundo Paulo Henrique, ele e outros moradores da cidade, já haviam entrado com uma ação civil pública no Ministério Público para denunciar as condições de abandono que se encontrava o palacete.
"Este incêndio sendo criminoso ou não quem perdeu foi a população de Curuçá. A perda é grande para a história e memória política e arquitetônica. O poder público sempre se omitiu às solicitações e denuncias da população, pois não havia janelas, sequer um vigia para defender o prédio", salientou.
O Corpo de Bombeiros Militar do Pará, sediado em Castanhal, foi acionado para debelar as chamas, mas, conforme informações do historiador Paulo Henrique, chegou com mais de uma hora após o início das chamas.
Por telefone, o DOL tentou contato com a Secretaria de Educação de Curuçá, responsável pela manutenção do prédio, mas ninguém foi encontrado para falar do assunto.
(Kleberson Santos/DOL/Pararijos NEWS)