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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Verão exige cuidados com a pele

Verão exige cuidados com a pele (Foto: Ney Marcondes/Arquivo)
Controlar horário ao sol e usar protetor solar são fundamentais (Foto: Ney Marcondes/Arquivo)
Antes de viajar, o motorista prevenido sempre verifica o óleo, faz revisão dos freios, alinhamento e balanceamento ou pelo menos calibra os pneus. E na lista dos cuidados pessoais não podem faltar a dieta e a malhação, além de roupas de praia novas. Mas e os cuidados com a pele? A chegada do verão paraense marca o início do período de alerta contra o câncer de pele.
O câncer de pele é o tipo de maior incidência no Brasil. Responde por 25% de todos os tumores malignos registrado no país. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, 98 mil casos em 2014, em todo o país. Cerca de 2 mil novos casos diagnosticados no Pará, no ano passado. A origem da maioria destes casos é a exposição em excesso aos raios ultravioleta do sol.
A boa notícia é que a doença tem altos índices de cura quando diagnosticada precocemente e, por consequência, a prevenção – como sempre - é fundamental. Para a oncologista clínica Paula Sampaio, os pacientes devem ficar atentos a qualquer sinal. “Existem recomendações quanto ao horário de exposição ao sol e uso de protetor solar que são amplamente divulgadas e devem ser levadas a sério, mas, além disso, é preciso que cada um tenha o cuidado de fazer o seu autoexame, que pode mostrar uma alteração na pele a ser investigada”, orienta a especialista. Ela lembra que manchas, sinais que não existiam antes ou feridas que não saram devem servir de alerta. Ter histórico familiar de câncer de pele também é um indicativo de que é preciso prevenir. “Para que tenhamos grandes chances de cura do câncer de pele, é necessário que façamos o tratamento da doença ainda na sua fase inicial”, lembra Paula Sampaio.
A dermatologista oncológica Simone Bentes lembra que vivemos em uma região muito próxima à linha do Equador e por isso temos incidência solar muito forte durante todo o ano. “O correto é as pessoas irem ao dermatologista a cada seis meses para fazer o controle de sinais, mesmo os de nascença”, explica Simone.
(Diário do Pará/Pararijos NEWS)