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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Polícia prende acusados envolvidos em fraudes florestais


Divulgação Polícia Civil Divulgação Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu 11 pessoas envolvidas em fraudes de créditos florestais no Pará no início da manhã desta quarta-feira (1º) durante a operação 'Crash wood'. Todos os acusados estão presos na Delegacia Geral, em Belém. Os presos são um ex-funcionário da Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade), que atuava como despachante; uma engenheira florestal, que já havia sido condenada pela justiça por fomentar empresas fantasmas, além de empresários que praticavam crimes ambientais. Um dos empresários já tinha sido condenado a 24 anos de prisão e respondia ao processo em liberdade. As prisões foram feitas em Belém, Ananindeua, Itaituba e Tucuruí.
'Essa operação já tem quatro meses e funcionava da seguinte maneira: basicamente o grupo adquire empreendimentos de fachada e começava a negociar créditos florestais, utilizando também mandeiras no mercado ilegal', destacou o delegado Marcos Miléo.
A quadrilha também é acusada de burlar o sistema do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) para realizar as fraudes, já que os créditos eram utilizados para 'esquentar' madeiras oriundas de desmatamento ilegal. De janeiro a junho deste ano, eles teriam movimentado cerca de 400 mil metros cúbicos de produtos florestais, o que representa mais de R$ 300 milhões.
De acordo com informações da polícia, os suspeitos adquiriam produtos florestais também em outros estados, como Amazonas e Rondônia, onde documentos eram 'esquentados' com créditos de empreendimentos do Pará e, em seguida, revendidos para o mercado interno e externo. As investigações também demonstram que os suspeitos tinham uma intensa movimentação bancária, com indícios de crimes de lavagem de dinheiro, onde ocultavam valores obtidos com as fraudes e desmatamento em outras atividades como a revenda de veículos.
(Pararijos NEWS)