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sábado, 22 de novembro de 2014

Torcedores sentem o momento histórico e esgotam ingressos para a decisão da Série C contra o Macaé

Chegou a hora que a torcida tanto esperava depois do acesso à Série B. O momento de comemorar um título nacional. E a Fiel entendeu isso e esgotou os ingressos para o confronto de logo mais contra o Macaé-RJ, no Mangueirão, pelo segundo jogo da final da Série C. Um mar azul e branco vai empurrar a equipe que está distante desse tipo de conquista há anos.
Quando o ex-atacante Zé Augusto selou a vitória do Paysandu contra o Avaí, em 2001, marcando o derradeiro gol da vitória por 4 a 0, o Paysandu conquistou o seu segundo título do Campeonato Brasileiro. Desde então, um hiato se estabeleceu nesta relação. O clube participou da Série A, B e da C, lutando, em geral, para evitar o rebaixamento. Em 2013, até chegou a uma semifinal da Terceira Divisão, mas amargou a eliminação. O fato é que o retorno ao lugar mais alto do pódio em um Brasileirão faz tempo que não esteve tão próximo como hoje, quando o Papão vai encarar o Macaé-RJ, pelo segundo jogo da final da Terceira Divisão, no Mangueirão, a partir das 16 horas.
Bicampeão da Segunda Divisão, o Paysandu luta pelo seu primeiro caneco da Série C. Seria um prêmio e tanto para coroar o ano do centenário do Papão. Uma vitória simples, além de um empate por 0 a 0, são resultados que têm o poder de tirar o grito de campeão brasileiro preso na garganta dos bicolores há 13 anos. Tempo demais para um clube que segura, às vezes de forma cambaleante, a condição de maior clube do futebol do Norte.
A hora chegou. E junto com ela, o nervosismo de quem tem a certeza de que vai encarar um desafio espinhoso. Recentemente, o adversário calou o estádio Castelão, eliminando o favorito e tradicional Fortaleza-CE, diante de 62 mil torcedores perplexos. Mas ninguém, em sã consciência, é capaz de dispensar o apoio dos torcedores. Ainda mais de quem é Fiel. Com um dia de antecedência, a torcida esgotou a carga de 32.240 ingressos e o Mangueirão será uma Curuzu amplificada. Pelas redes sociais, circularam bandeiras, cânticos e o que mais se viu foi a empolgação da torcida.
Com desfalques, Yago vira a referência
O cenário está pronto para a festa. Mas é preciso combinar com os artistas da bola. O time do Paysandu está, evidentemente, concentrado para ganhar do rival de logo mais. Para isso, no entanto, é preciso superar problemas. A ausência de Charles, um zagueiro referência desde o início do ano, além da lesão do meia-atacante Héverton são fatos consumados. O treinador Mazola Júnior teve que se virar. Suspenso, o meia-armador Marcos Paraná não pode herdar a vaga no meio-campo. A alternativa foi escalar Lenine e adiantar Zé Antônio para atuar como centralizador das jogadas. Muda a característica do time, inevitavelmente.
Na zaga, a escalação do inconstante Rênie preocupa. Se não bastasse, o zagueiro Pablo deve ficar fora da partida, em virtude de uma contusão muscular. Sua escalação ainda será definida nos vestiários do Mangueirão. Caso Pablo confirme as previsões pessimistas e não tenha condições de jogar, o volante Ricardo Capanema terá a missão de jogar como um falso terceiro zagueiro. A quantidade de alterações foi definida como um problema seriíssimo por Mazola Júnior.
Contudo, há que se pensar nas peças disponíveis para garantir o sucesso. E não são poucas. A começar por Yago Pikachu, que cresce em jogos finais. A tríade no setor de meio-campo, cada vez mais entrosada, formada por Recife-Lenine-Zé Antônio, também é um dado favorável. Outra arma é explorar a velocidade da dupla Ruan e Bruno Veiga. Que eles sejam decisivos, como nunca, na tarde de hoje.  
Do lado adversário, embora ninguém admita, não há a pressão que existe do lado bicolor. Tanto que seis jogadores, entre eles um titular e um reserva utilizado frequentemente, já ganharam férias antecipadas e sequer vieram a Belém. A ordem é jogar livre e, quem sabe, aprontar para cima do Papão. O retorno do capitão Gedeil pode dar a cadência necessária ao setor de meio-campo.  
Em final, o que está em jogo é o poder de decisão das equipes. E hoje até o Mangueirão quer que o espírito do time de 2001 se faça presente e que o Paysandu se sagre, novamente, campeão brasileiro. 
O Liberal