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domingo, 9 de novembro de 2014

Time bicolor tenta confirmar a passagem à final da Série

Sempre que o Paysandu chega à reta final de uma competição, sustentando uma boa fase, os torcedores lembram que o clube é o papa-títulos do norte. E não há o que contestar com relação a esse fato. São dois canecos nacionais no currículo, além de uma taça gloriosa que foi a da Copa dos Campeões edição 2012. Títulos estaduais e regionais complementam a vasta galeria. E a missão de um time grande que se preze é perseguir novas conquistas.
Por mérito ou por sorte, agora pouco importa. O fato é que o Paysandu está próximo de uma final de Campeonato Brasileiro. Para ir à final da Série C desta temporada, o Papão só precisa parar o ataque do Mogi Mirim hoje, a partir das 15 horas (horário de Belém), no estádio Romildo Ferreira, no jogo de volta das semifinais. Antes de a bola rolar, o time liderado por Augusto Recife, Charles. Lombardi e outros, lida com a vantagem obtida no primeiro encontro entre as equipes, quando o placar de 4 a 1 fez jus a evolução técnica, tática e física do esquadrão bicolor. O Paysandu pode perder por dois de diferença que ainda assim irá se classificar. Ao Mogi, resta atacar para fazer, no mínimo, três gols.
Sustentar a vantagem é tão importante quanto conquistá-la. Por isso, nenhum bicolor se antecipou e caiu no clima do “já ganhou”. Pelo contrário, os bicolores pregaram o respeito, exageraram nas palavras humildade e foco. Publicamente, ninguém considerou o Mogi um adversário ultrapassado. Por isso, o Paysandu escala o que tem de melhor, diante das circunstâncias.
O lateral-esquerdo Airton e o volante Zé Antônio, ambos suspensos, cedem espaços para Fábio Alves e Lenine, respectivamente. Em compensação, estão de volta o lateral Yago Pikachu e o atacante Ruan. A julgar pelo treinamento e até pelos jogos, o nível entre titulares e reservas está semelhante, o que minimiza o impacto das alterações, pelo menos teoricamente. O número de desfalque é engrossado pela ausência do lesionado Douglas. Paulo Rafael segura a camisa 101, alusão ao centenário bicolor, ainda sem título. Aliás, o desejo dos bicolores é eliminar esta relação. É a última oportunidade para um time que foi finalista do Parazão e da Copa Verde. Acabou sucumbindo nas partidas decisivas, mas se recuperou, se reciclou a ponto de já ter obtido o acesso à Série B, principal objetivo da temporada.   
No caminho, está o Mogi Mirim. E a competitividade do adversário está em xeque. A goleada bicolor é ou não é referência para o elenco paulista? O time de Claudinho Batista tentará provar que é capaz de virar um cenário extremamente negativo. A obrigação é fazer três gols, no mínimo. E não resta outra alternativa que não seja o ataque. Se as cartas estão na mesa, o xeque mate é iminente. E as cores do tabuleiro serão as azul e branca? Veremos.

Trio de zagueiros bicolores tem a classificação nos pés

A discrição e liderança de Lombardi se aliou à volúpia de Charles e a juventude de Pablo. A mistura deu certo. O trio é diretamente responsável pelo bom momento bicolor. No 3-5-2, a zaga encorpou e é difícil ser vazada. Que o diga o Tupi-MG, que ostentou a banca de líder do grupo B e não conseguiu o gol salvador para eliminar o Paysandu na fase anterior.
O sistema de defesa do Papão exibe zagueiros em um bom momento técnico e, principalmente, obedientes taticamente. A ideia é não abandonar o posto. A exceção é Charles que sai na caçada ao adversário por ter poder de dar o bote. Nos últimos dois jogos, apenas um gol tomado. E em toda a Série C, o Papão levou 19 gols em 21 jogos. Média inferior a um por partida, o que permite os bicolores sonharem com a final da competição.   
Se a ordem é pensar no próximo passo, os zagueiros sabem que não tomar mais gols do ataque do Mogi significará a vaga alviceleste sacramentada à final do Brasileirão. Aos 32 anos, Lombardi exalta o momento, mas reitera que é preciso seguir no mesmo ritmo. “Estamos numa crescente legal e, mais uma vez, estamos focados para repetir essas boas atuações e voltar para Belém com a classificação garantida”, frisou. Em uma sessão de fotos, a pedido da reportagem do Liberal e Amazônia, Lombardi era o mais bem humorado. Apelidou Pablo e brincava com o companheiro a todo instante.
Pablo não se intimida com as brincadeiras. “Temos a nossa brincadeira fora de campo, mas dentro de campo, é sério. Nosso grupo é unido”, diz. Aos 22 anos, sendo seis dedicados ao Paysandu, o zagueiro revelado na base do Papão sonhar em obter um feito inédito para a curta carreira. “Nunca fui campeão brasileiro, e nem sonhava com isso. Mas, agora estou perto disso. O nervosismo é normal. Então é manter a tranquilidade para que a gente possa dar um passo para o nosso objetivo.”
Já o desafio particular de Charles, aos 25 anos, é atuar em alto nível em jogos decisivos. “Não muda nada. Antes, ocorreram algumas coisas, alguns problemas, mas é coisa normal de futebol. Acontece com quem está jogando”, disse, referindo-se às expulsões nas finais contra o Remo, pelo estadual, e diante do Brasília, na Copa Verde. “Estou aqui para fazer a minha parte, da melhor maneira e vou tentar sempre ajudar o Paysandu.” Sobre os companheiros de zaga, Charles credencia o bom momento à unidade.  “Temos um bom relacionamento dentro e fora de campo, não só a gente, como todos os jogadores. Mas precisamos continuar. E estamos treinando forte, é um jogo difícil e vamos tentar impor o nosso ritmo”. Será o paredão bicolor contra a artilharia pesada do Mogi.
Amazônia Jornal